(31) 99128-4374
Detalhes da notícia
FEIRA DE CINEMA no SESC VILA MARIANA
29/11/2018

Retrospectiva especial dedicada ao cineasta, escultor e arquiteto Marcos Bertoni, conhecido como “o herói do super 8 brasileiro”.

O Sesc Vila Mariana, em parceria com os curadores Caio Lazaneo, Priscyla Bettim e Renato Coelho, traz para o público, durante quatro dias, de quinta a domingo, 22, 23,24 e 25 a “Feira de Cinema” com programação gratuita voltada à produção não digital, de suporte analógico, com o intuito de resgatar a importância da película fílmica e o seu lugar na cadeia produtiva da sétima arte. A Feira de Cinema é composta por exposição, filmes em 16mm e Super 8, debates com críticos, cineastas e pesquisadores, oficinas e masterclass.

A exposição contextualiza o universo deste cinema com diversas câmeras, películas, projetores em diferentes bitolas (super 8, 16mm), diferentes câmeras (8mm, super8, 9,5mm, 16mm, 35mm), lanternas mágicas, projetores à manivela, emprestados do acervo do colecionador Marco Antonio Vituzzo, proprietário do “Museu do Cinema” e do Coletivo “Mundo em Foco”, responsável pela criação do “Super Off – Festival Internacional de Cinema Super 8 de SP”.

Além disso, haverá a Retrospectiva Marcos Bertoni com filmes do cineasta paulistano em atividade desde a década de 1970, exibidos em Super8, sua bitola original, que se tornou conhecido como “o herói do super 8 brasileiro”, exibição de curtas-metragens brasileiros contemporâneos neste formato, exibição de filmes em 16mm com sonorização executada ao vivo pelo trio “Igarapé”, oficina para adultos e crianças, masterclass, palestras e debate com Rubens Machado Jr., Raimo Benedetti, Ismail Xavier, Lila Foster, Liciane Mamede e Marcos Bertoni.

“Todas as notáveis vanguardas cinematográficas, de extrema inventividade que datam sobretudo a partir da década de 1920, tiveram na película o suporte necessário para seu desenvolvimento. Por outro lado, também o mainstream cinematográfico constituído pelo chamado “studio system”, que subsidiou a lógica do cinema narrativo e de entretenimento, também teve na película, a materialidade necessária para seu suporte”, diz Priscyla Bettim, uma das curadoras da Feira.

Dia  22/11, quinta-feira, 19h30 às 21h30

– 19h30 às 20h00 – Retrospectiva Marcos Bertoni

Exibição de filmes do cineasta paulistano em atividade desde a década de 1970, exibidos em Super8, sua bitola original. 

–       Concerto, 1980, 9 min.

–       Sob nova direção, 1980, 9 min.

–       Projeção, 1981, 3 min.

–       A revolução das massas, 1983, 9 min.

–       As férias, 1984, 10 min.

–       Cores, 1985, 9 min. 

– 20h00 às 20h30 – Curtas em Super 8: Exibição de curtas-metragens brasileiros contemporâneos em Super 8

Exibição de filmes exibidos e premiados no Super Off – Festival Internacional de Cinema Super 8 de São Paulo 

Filmes:
“Anamorfose” (2018), de Davi Benseman, Lidia Cavalcante, Lucas Campos e Mari Rodrigues

“A Vila – Registros” (2018), de Alefe da Silva Sisnande, Antonio Victor Cardozo e Henrique Guilherme Bezerra

“Entre Mães” (2018), de Aline Gonçalves, Herbert Henrique, Natalie Castilho, Nicoly Cruvinel, Mari Rodrigues e Tamirys Mendes

“Exp #2” (2016), de Paulo Gabriel, Jailson Ramos, Alef Luiz, Amanda Rodrigues, Gabriel Guimarães e Fernando Narasaki

“Isso de mim que anseia despedida” (2017) de Gabriela Lourenzato, Laura Braz, Thais Leister e Thaynara Brito

“Um filme para Marielle” (2017) de Eduardo Bordinhon, Francine Eduarda, Rafael Assumção, Rodrigo Barreto, Rosa Caldeira, Talita Savio e Viviane Santos

“Yvi Porã” (2017) de Caio Tupã Mirim, Glauber Thierry, Israel Vieira, Jonas Gabriel e Vinicius Monteiro

EXIBIÇÃO – 20h30 às 21h30 – Exibição em película com sonorização ao vivo pela Orquestra Lúdica de Instrumentos Bizarros e bate-papo com Coletivo Atos da Mooca

Ressuscita-me, 2016, 7 minutos

Sinopse: Diante da roda que gira, a velha a fiar. Entre casulos-novelos, a criança a brincar. Fio, tecido, textura, texto – um discurso sobre a linguagem, sobre o processo. Ressuscita-me é o resultado poético experimental de uma construção coletiva filmada em Super 8 em tomada única.

A luta vive, 2017, 20 minutos

Sinopse: São Paulo, julho de 1917. Durante os prelúdios da primeira grande greve operária da cidade, operários que protestavam na porta de uma fábrica no Brás são atacados pela polícia, resultando na morte do jovem sapateiro espanhol José Martinez. O filme mostra de forma onírica o enterro de Martinez em uma erma rua operária. Em algum momento da procissão fúnebre, o espectro de Martinez desperta e vaga por ruínas de vilas operárias até chegar, por uma fresta no tempo, ao ano de 2017.

 

“Ressuscita-me” – divulgação

COLETIVO ATOS DA MOOCA:

O Coletivo Atos da Mooca foi formado, em 2016, por professores universitários de Cinema e Audiovisual da cidade de São Paulo. Compõem o grupo os realizadores Caio Lazaneo, Felipe Bomfim, Ivan Ferrer Maia, Renato Coelho, Ricardo Matsuzawa e Thomaz Pedro. Em sua experimentação buscam, sobretudo a partir do suporte super 8, uma interlocução com estéticas cinematográficas como o surrealismo, o expressionismo, o construtivismo e o cinema de invenção.

OLIB, Orquestra Lúdica de Instrumentos Bizarros:

A “Orquestra Lúdica de Instrumentos Bizarros” foi criada em 2016 para elaborar a trilha sonora dos curtas-metragens produzidos pelo Coletivo Atos da Mooca. A orquestra, formada por Alexandre Marino, Deco N., Felipe Merker, Rodolfo Valente e Viktor Kisil, transforma a experiência imagética em sonoridades inusitadas por meios de vocais e instrumentais com manipulação eletrônica.

Dia 23/11, sexta-feira, 19h30 às 21h30

EXIBIÇÃO –  19h30 às 20h00 – Retrospectiva Marcos Bertoni

Exibição de filmes do cineasta paulistano em atividade desde a década de 1970, exibidos em Super8, sua bitola original.

–       Coco preto, 2003, 16 min.

–       Môr, 2014, 3 min.

–       Imensidão azul, 2016, 6 min.

–       Arreateior, 2017, 11 min.

–       A invasão dos espermatozoides assassinos, 2018, 10 min.

EXIBIÇÃO – CINEMA EM 16MM

– 20h às 21h30: – Cinema em 16mm: Exibição das comédias silenciosas “O imigrante” (1917), de Charles Chaplin e “Sherlock Jr” (1924), de Buster Keaton, com sonorização executada ao vivo pelo trio “Igarapé”. A projeção de filmes será feita pelo operador cinematográfico Claudio Fulco.

CLAUDIO FULCO
“Operador cinematográfico”, Claudio Fulco trabalhou nas principais salas de Cinema da cidade de São Paulo desde a década de 1950. Aposentou-se como “Operador de Videotape” no SBT em 1989. Atualmente dedica-se a coleção de filmes e projetores em super 8 e 16mm. Teve suas memórias e histórias registradas no documentário “Memórias de Cláudio Fulco” (2016), de Aline Ferreira.

“Sherlock Jr” (1924), de Buster Keaton

Aspirante a detetive, um projecionista de cinema se vê em maus lençóis quando um rival rouba o relógio do pai da sua amada e o acusa. De volta ao seu trabalho, durante uma projeção, ele adormece e sonha que está em um filme, onde é o detetive da história, procurando por umas jóias roubadas. Sherlock Jr. é tido como uma das melhores comédias de Buster Keaton, um filme que além de conter diversas gags divertidíssimas, possui uma série de elementos e inovações que seriam revisitados posteriormente.

O Imigrante (The Immigrant), dir. Charles Chaplin, 1917, 20 minutos, mudo.

sinopse: Chaplin é aqui o imigrante a bordo de um navio que resiste ao desafio de uma longa viagem. A jornada acaba numa série de problemas quando ele aporta na América, mas tudo fica mais fácil quando ele encontra uma bela garota.

Trio Igarapé

O “Trio Igarapé”, formado por Nutiere Eugênio Soares (Bateria), Gabriel Nogueira Rollo (Baixo) e Pedro de Lahóz (Piano), executa ao vivo uma trilha sonora para os filmes dos mestres Buster Keaton (Sherlock Jr.) e Charles Chaplin (O imigrante).

Dia 24/11, sábado, 12h00 às 20h30

OFICINA INFANTIL – 14h às 17h – Oficina de Brinquedos Ópticos, com Núcleo de Cinema de Animação de Campinas  –  Wilson Lazaretti e Eliana Ribeiro (20 alunos, grátis com retirada de senhas com 30 minutos de antecedência)

Nesta oficina são construídos dois dos brinquedos ópticos mais conhecidos: o zootroscópio e o fenaquistiscópio. A criação destes dois brinquedos não foi feita por animadores, mas por dois cientistas, quase que simultaneamente, Plateau e William Horne há mais de 180 anos atrás. Naquela época não existia a técnica da fotografia e por isso as ilustrações eram feitas somente em desenho, aos poucos estes brinquedos, que na verdade eram, instrumentos foram se tornando populares e venceram o tédio de muitas crianças, até a invenção do cinema.

 

Crédito – divulgação

PALESTRAS – Rubens Machado Jr. I Raimo Benedetti I Ismail Xavier I Lila Foster I Liciane Mamede 

– 14h às 15h – Palestra – Prof. Rubens Machado (ECA – USP) “Cinema experimental e superoitismo no Brasil”.

A palestra busca situar o superoitismo experimental brasileiro no quadro das estéticas radicais, cinematográficas e artísticas, surgidas no pós-68, pensando alguns filmes brasileiros, incluindo cineastas como Jomard Muniz de Britto, Paulo Bruscky, Jairo Ferreira, Ivan Cardoso, Helio Oiticica, Lygia Pape e outros.

Rubens Machado Jr.

Professor Titular em Análise e Crítica Audiovisual, no CTR/ECA-USP, Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde leciona desde 1999. 

PALESTRA – 15h as 16h – Palestra – “Entre cavalos e pássaros”, com Raimo Benedetti (videoartista, professor e pesquisador)

Além de terem as mesmas iniciais em seus nomes, Eadweard James Muybridge e Éttiene-Jules Marey nasceram e morreram no mesmo ano (1830 e 1904). Um era artista, o outro cientista. Muybridge trabalhava com fotografias na Califórnia do período que ficou conhecido como “velho oeste”.

Marey pesquisava o movimento em Paris, capital da Belle Époque. Quando se conheceram, aos 51 anos de idade, fizeram um intercâmbio explosivo que possibilitou avanços fundamentais para a formação da técnica cinematográfica.

As imagens que Marey e Muybridge produziram em paralelo possibilitaram o casamento entre a fotografia e o cinema nas décadas que antecederam ao lançamento do cinematógrafo, em 1895.

Raimo Benedetti

É videoartista, montador de filmes cinematográficos e pesquisador. É autor do livro “Entre Pássaros e Cavalos – Muybrige, Marey e o Pré-cinema (SESI-SP Editora)”. Reconhecido por seu trabalho com cinema experimental, já produziu dezenas de curtas compilado nos DVD Vídeo Experimental lançado em 2015 pela Lume Filmes. Criou em 2013 o espetáculo Cinema das Atrações sobre os primórdios do cinema, que estreou no Festival Live Cinema.

Venda do livro “Entre Pássaros e Cavalos – Muybrige, Marey e o Pré-cinema” (SESI-SP Editora), de Raimo Benedetti.

DEBATE – 16h às 17h – Debate – Marcos Bertoni, mediação de Renato Coelho

PALESTRA – 17h às 18h – “Sétima arte e o culto ao moderno”, com Ismail Xavier.

Nesta palestra, o crítico, pesquisador e professor Ismail Xavier, retoma os principais tópicos abordados em seu livro “Sétima arte: Um culto ao moderno”, clássico brasileiro da historiografia do cinema mundial, originalmente lançado em 1978 e recentemente relançado pelas Edições Sesc São Paulo. A palestra centra-se sobretudo no cinema das décadas de 1910 e 1920, os manifestos das vanguardas artísticas, os principais escritos teóricos do período e a relação emergente do Cinema com a chamada vida moderna.

Ismail Xavier é Professor Emérito da Escola de Comunicações e Artes da USP, pesquisador e crítico de cinema.

EXIBIÇÃO E PALESTRA – 18h30 às 20h30: “Home movie day” – Palestra com Lila Foster e exibição de películas caseiras, onde o público pode trazer e comentar seus filmes de família

Uma breve história do cinema doméstico

Antecedendo a sessão do Dia do Filme Doméstico, a pesquisadora Lila Foster ministrará uma palestra sobre a origem e a história do cinema doméstico, passando pela história do desenvolvimento tecnológico de equipamentos para o público amador até chegar à apropriação dos filmes domésticos por artistas contemporâneos.

Dia do Filme Doméstico (Home Movie Day)

Evento que celebra a força e a importância da preservação de filmes amadores e domésticos, o SESC recebe durante a Feira de Cinema o Dia do Filme Doméstico. Convidamos todos (a) aqueles (a) que guardam os seus filmes caseiros rodados em super 8 em armários, caixas de costura ou gavetas que “desenterrem” as suas memórias em celulóide e compartilhem os seus filmes com um público mais amplo. Todos os filmes serão revisados para garantir a integridade física dos materiais e, se em condições favoráveis, serão projetados em seu formato original. O evento também será uma oportunidade para discutirmos procedimentos e melhores práticas para o armazenamento e conservação de películas. 

Lila Foster é doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA-USP com tese dedicada à história do cinema amador brasileiro. Como curadora, atuou nos festivais Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba e (S8) Mostra de Cinema Periférico (A Coruña, Espanha).  Atualmente integra a equipe de curadoria da Mostra de Cinema de Tiradentes e Mostra de Cinema de Ouro Preto.

EXPOSITORES 

 

Crédito – Divulgação “Super Off –Festival Internacional de Cinema Super 8” 

“Super Off – Festival Internacional de Cinema Super 8 de SP” (Coletivo Mundo em Foco, Rodrigo Sousa e outros)

(Estande com exposição de projetores, moviolas, tanques de revelação e outros equipamentos para venda, bem como serviços de revelação, manutenção, etc. Os expositores explicam o cinema realizado em Super 8mm e sua prática.

“Equipamentos do Museu do Cinema” (Marco Antonio Vituzzo)

Projetores 8mm, 9,5mm, 16mm, 35mm; Câmeras 8mm, 9,5mm, 16mm, 35mm;

Lanterna Mágica; Máquina fotográfica lambe-lambe.

(Tema: os diferentes formatos e bitolas cinematográficas ao longo dos tempos, bem como suas utilizações durante a história do cinema. Equipamentos não funcionam, apenas para exposição)

Equipamentos do Museu do Cinema (Marco Antonio Vituzzo)

Projetores 8mm, 9,5mm, 16mm, 35mm; Câmeras 8mm, 9,5mm, 16mm, 35mm;

Lanterna Mágica; Máquina fotográfica lambe-lambe.

(Tema: os diferentes formatos e bitolas cinematográficas ao longo dos tempos, bem como suas utilizações durante a história do cinema. Equipamentos não funcionam, apenas para exposição)

 

Dia 25/11, domingo, 12h às 18h30

OFICINA

13h00 às 16h00: “Intervenção em película e projeção”, com Priscyla Bettim e Renato Coelho (10 alunos, grátis com retirada de senhas com 30 minutos de antecedência)

A intervenção na película será feita sobre material fílmico de arquivo disponibilizado pela dupla e os participantes poderão intervir com tintas, colagens, etc, sobre o suporte fílmico. Ao término da criação, o material será projetado.

MASTERCLASS com Claudio Willer

14h às 15h30: “Cinema e surrealismo”, com Claudio Willer (poeta, ensaísta e tradutor, em atividade desde a década de 1960)

 

Crédito – divulgação

A intenção é mostrar que surrealismo não é um “estilo” ou “estética”, porém um modo de enxergar, de relacionar-se com o mundo. Será examinada a dimensão onírica do cinema, a afinidade com o sonho. Mesmo filmes os que narram uma história no modo discursivo, com um começo, meio e fim, têm algo de sonho projetado em uma tela. Como já foi dito (por Ado Kirou entre outros), cinema é arte surrealista.

Assim, enxergamos mais do valor de O expresso de Xangai de Von Sternberg – inclusive o modo como driblou a censura – a partir de uma sensibilidade aguçada pelo surrealismo. Um filme preferido por Breton, colocado no mesmo plano que L’Âge d’Or de Buñuel, foi Peter Ibbetson (Amor sem Fim), de 1935, dirigido por Henry Hathaway e estrelado por Gary Cooper e Ann Harding.

A história de amantes que sonham o mesmo sonho, de modo sincrônico. Vão envelhecendo, sustentados pelos sonhos, realização do que a sociedade patriarcal e autoritária lhes negou.  Para Breton, a celebração do amor absoluto: ganhou seu entusiasmo pela fusão de realidade e sonho, tópico surrealista por excelência.

Será chamada a atenção para alguns filmes esquecidos, deixados de lado, e que, além de seu valor como obras de cinema, deveriam figurar na cinematografia surrealista. Por exemplo, Malpertuis, do belga  Harry Kümel; (protagonizado por Orson Welles); Remorques de Jean Grémillon, roteiro de Jacques Prévert (com Jean Gabin e Michèle Morgan); Gone to Earth de Michael Powell e Emeric Pressburger (protagonizada por Jennifer Jones). E será apresentada a seguinte questão: do cinema brasileiro, qual ou quais filmes podem ser efetivamente associados aos surrealismo?

Claudio Willer

Fundamental poeta, ensaísta e tradutor paulistano, figura ativa na vida cultural da cidade de São Paulo desde os anos 1960 até os dias de hoje. Autor de clássicos da poesia brasileira de verve transgressora e surrealista como “Anotações para um apocalipse” (1964), “Dias Circulares” (1976) e “Jardins da provocação” (1981), entre outros. Tradutor de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lautréamont e Antonin Artaud. Pós-doutor em Letras pela USP.

PALESTRA – 15h30 as 16h30 – Liciane Mamede

Programar para valorizar, mostrar para preservar 

Nesta palestra, a pesquisadora Liciane Mamede aborda um campo bastante específico da área audiovisual: a programação de filmes e sua relação com outras áreas ligadas à preservação cinematográfica.

A possibilidade de programar um filme se dá em contextos diversos: quando se trabalha para uma instituição cultural que tenha em seu leque de atividades a exibição cinematográfica; quando se está à frente de um cineclube; quando se trabalha na organização de um festival de cinema; ao propor e realizar, de maneira independente, um ciclo de cinema para uma instituição de viés cultural.

Mas qual o sentido de programar um filme? Por que ao programá-lo estamos também contribuindo para sua valorização e preservação? Por que programar um filme em detrimento de outro? Como montar uma programação e viabilizá-la? Por que para um programador de cinema é tão importante conhecer e valorizar/respeitar os acervos? Em suma, qual é o papel social e cultural de um programador de cinema? Esses são os tópicos que essa palestra abordará.

Liciane Mamede é produtora cultural e doutoranda do programa de Comunicação e Multimeios da Unicamp, com uma tese sobre História e Preservação do cinema experimental brasileiro, em particular do Cinema Marginal. Possui graduação em Comunicação Social pela UNESP (2004), mestrados em Imagem e Som pela UFSCar (2014) e em Valorização do Patrimônio Cinematográfico pela Universidade Paris 8 (2017). 

BATE-PAPO – 17h às 18h30: “Super 8 no Brasil”, com Antonio Leão, Lucas Vega e Rodrigo Sousa & Sousa

Venda do livro “Super 8 no Brasil: Um sonho de cinema”, de Antonio Leão

Livro que reúne boa parte da produção nacional de filmes nas bitolas 8mm e super-8, compreendendo inicialmente o período de 1930 a 1978. São 129 filmes na bitola 8mm e, depois de 1968 a 2016, 5.390 filmes na bitola super-8, totalizando o catálogo de 5.519 filmes.

Editado pelo autor em regime de cooperativa, Super-8 no Brasil: um sonho de cinema contou com a colaboração de 123 pessoas. O livro tem duas partes: a primeira contempla as fichas de 5.519 filmes; a segunda, 3.770 realizadores e 952 biografias, totalizando 624 páginas.

Lucas Vega é cineasta, professor de audiovisual, curador do Festival de Cinema Super 8 de Campinas e integrante da equipe de realização do Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba. Trabalhou como cinegrafista em diversos canais de televisão e em produções de vídeo e cinema.

Rodrigo Sousa & Sousa é co-Fundador do Coletivo “Mundo em Foco” (2004) e co-idealizador e diretor do Super OFF – Oficinas, Filmes e Festival Internacional de Cinema Super 8 de São Paulo e fundador da 26 frames de abril. Atualmente é professor de Audiovisual na Etec Jornalista Roberto Marinho (2011) e finaliza seu primeiro Longa-Metragem, “Um Salve Doutor” (2019).

CURADORIA E PESQUISA:

Caio Lazaneo

Diretor, produtor, documentarista e montador, Caio Lazaneo é mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA – USP. Também trabalha também com pesquisa e curadoria de mostras de Cinema e é professor universitário em cursos de Cinema e Audiovisual e Produção Audiovisual desde 2012, especialmente em disciplinas de Montagem e Documentário.

Priscyla Bettim

É cineasta e pesquisadora. Dirigiu e produziu mais de uma dezena de curtas metragens, além de atuar como produtora em mostras de cinema. É mestra e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Unicamp, onde desenvolve pesquisa sobre o cinema de Andrea Tonacci.

Renato Coelho

Realizou curtas metragens como “O cinema segundo Luiz Rô” (2013), “Trem” (2015) e “A propósito de Willer” (2016), entre outros. Doutorando e mestre em Multimeios pela Unicamp. Atualmente é professor na graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Anhembi Morumbi.

Sesc Vila Mariana | Informações

Bilheteria: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábado, das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do Sesc).

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.

Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).

R$ 12 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 111 vagas.

© 2015 Copyright | Cia da Mídia

Este website oferece acesso para dispositivos móveis.

OUTRAS EMPRESAS DO GRUPO

Cia do Suporte
Política de privacidade
Navegação

Home
Empresa
Serviços
Destaques e notícias
Acessórios
Equipamentos
Produtos venda
Clientes
Manutenção
Benefícios
Orçamentos
Contato
Endereço / contato

Jacuma, 204 - Novo Eldorado - Contagem/MG
CEP: 32341-450
Telefone BH: (31) 3392-2194
Plantão BH: (31) 99128-4374
Natal-RN: (84) 99838-3665
Fortaleza-CE: (85) 99620-2300
E-mail: ciadamidia@ciadamidia.com
Desenvolvido por: PJ Infoweb